Revista Avianca #58 Viajando com conforto

Viajando com conforto


Por Renata Maranhão para Avianca Em Revista #58


Parafraseando um autor desconhecido que li em uma rede social: “Se algo de bom acontecer, faça uma viagem para comemorar. Se algo ruim acontecer, faça uma viagem para esquecer. Se nada acontecer, faça uma viagem para que algo aconteça”. E existem algumas maneiras de fazer o seu voo mais especial. Afinal, avião e conforto podem, sim, estar na mesma frase.

Para começar, você escolheu muito bem a companhia aérea, que é vencedora do Prêmio de Melhor Atendimento ao Cliente no setor aéreo pela terceira vez, dado pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com Cliente/Revista Exame. Além de ter o Selo A de avaliação dimensional da ANAC por oferecer o maior espaço entre as poltronas. 

Quer mais conforto? A roupa tem que ser aconchegante, especialmente para trajetos longos. Evite sapatos abertos. Afinal, o ar condicionado da aeronave pode esfriar. E não se esqueça que o corpo dilata e os pés podem inchar nas diferentes condições de pressão. A umidade nas cabines (de qualquer companhia aérea) chegam a 17%, o que pode ressecar a pele, narinas, lábios etc. Daí a importância de se levar algum hidratante, umidificador de narinas e colírio lubrificante.

Para quem voa durante a noite, dormir pode ser um desafio. A solução? Tampões. Ou fones de ouvido, de preferência daqueles que isolam o barulho externo. Só não vá perder a hora da refeição porque viajar com fome também pode comprometer seu conforto, não é mesmo? 

Outro item fundamental de conforto para viagens longas: travesseiros de pescoço. E manter a postura correta durante o voo pode lhe salvar de dores no pescoço ou nas costas. E uma empresa americana já desenvolveu um tipo de capacete que serve de travesseiro, protetor de olhos e ouvidos – para quem não se importa de viajar disfarçado de Darth Vader.

Para quem se desloca no sentido Oeste-Leste, os efeitos do jet lag (dor de cabeça, fadiga, insônia, entre outros) são mais sentidos. Sabia disso? E quanto maior a diferença de fuso horário, mais longa é adaptação, que pode demorar mais de 24 horas. Seja qual for a direção do voo, procure se ajustar aos horários de destino. Se o avião chegar de noite, evite dormir durante o voo. Se for de dia, durma o quanto conseguir no avião. E, quando se acomodar no destino, faça questão de tomar um banho para reidratar o corpo, caminhar para aclimatar o organismo e beber muita água durante os dias seguintes. 

Estudos da Harvard, nos Estados Unidos, comprovaram que o risco de trombose aumenta em 26% a cada duas horas de voo. Mexa-se. Esta é a dica que todos os médicos dão: alongar os braços, tronco, pescoço e, sempre que possível, esticar as pernas para facilitar a circulação.

Tudo isso vai de acordo com algumas dicas do Dr. Gabriel Ganme, especialista em Medicina Esportiva. Com mais de 3 milhões de milhas acumuladas em viagens de trabalho, pode-se dizer que tem muita "bagagem" no assunto. De tanto sofrer com diferentes fusos, passou a incorporar algumas rotinas (além de algumas já citadas aqui). Antes do embarque, por exemplo, evitar ficar muito sentado, pois já ficará sentado por um bom tempo no avião.

Alguns aeroportos tem espaço para uma caminhada.
Evite bebidas alcóolicas, pois desidratam, e faça refeição leve antes de embarcar, sem muitas fibras.
Em conexões com intervalos longos, exercite-se. Alguns aeroportos tem hotéis acoplados com academias. Uma boa alongada e um quick massage também ajudam a relaxar. Na chegada, ainda no aeroporto, evitar esteiras rolantes. Caminhe.



   

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